Campanha Maio Amarelo busca educação para a paz no trânsito


Com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, a Polícia Rodoviária Federal lançou, nesta terça-feira (5), em Brasília, a campanha Maio Amarelo. O foco é a proteção dos mais vulneráveis, como motociclistas, pedestres e ciclistas.

A ideia é mostrar que a união de todos que fazem parte do trânsito é fundamental para a redução dos acidentes. Ou seja, mais empatia e mais respeito para diminuir as mais de 30 mil mortes no trânsito que o Brasil registra a cada ano.

Ao longo de maio, serão realizadas ações educativas e de fiscalização para tornar as vias mais seguras. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, defendeu uma mudança cultural que comece nas escolas.

“Nós achamos fundamental que a questão do trânsito seja tratada como mudança cultural. E para essa mudança cultural acontecer é fundamental que cheguemos até os bancos escolares. Por isso o Ministério da Justiça se empenhará junto com o Ministério da Educação, em promover a inserção desses conteúdos, da preservação da vida, da valorização da vida no trânsito, no âmbito de todos os ciclos de ensino. Nós vamos verificar o que já existe hoje, essa ideia foi cogitada aqui para aprofundar esses normativos e mais do que presença de leis ou normas autorizando, é fundamental o compromisso político de fazermos isto”.

Em 2025, o Brasil registrou, nas rodovias federais, mais de 72 mil acidentes e seis mil mortes. Para reduzir esses números, o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, defende uma mudança no comportamento dos condutores. 

“A segurança no trânsito, ela é de responsabilidade compartilhada, porque nenhuma polícia, nenhuma organização humana tem onisciência e onipresença. Então a gente precisa que a conduta dos usuários dos veículos e de todos os atores do trânsito no Brasil também sejam comprometidos com a preservação da vida. Porque são três comportamentos muito claros que aumentam o grau de sinistralidade dos acidentes. A excesso de velocidade e ultrapassagem em local indevido e a associação, infelizmente, de álcool com direção”.

Nos primeiros trimestres dos últimos três anos, houve queda geral de 2024 para 2025 nos registros de acidentes, feridos e mortos. No entanto, em 2026, os números voltaram a subir. De janeiro a março, foram 1.400 mortes, mais de 20 mil feridos e 17,5 mil acidentes.




Fonte GDF