Caminhar todos os dias pode reduzir o risco de 13 tipos de câncer, aponta estudo


Uma descoberta importante da ciência acaba de reforçar o poder de um hábito simples: caminhar. Um amplo estudo realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que caminhar todos os dias pode reduzir significativamente o risco de desenvolver 13 tipos diferentes de câncer.

A pesquisa, publicada no British Journal of Sports Medicine, acompanhou mais de 85 mil adultos ao longo de aproximadamente seis anos e identificou uma relação direta entre o número de passos diários e a redução da incidência de tumores.

Os resultados indicam que pequenas mudanças na rotina podem trazer impactos expressivos para a saúde a longo prazo.

A pesquisa mostrou que atingir entre 7 mil e 9 mil passos por dia já está associado a uma queda significativa na incidência de câncer
A pesquisa mostrou que atingir entre 7 mil e 9 mil passos por dia já está associado a uma queda significativa na incidência de câncer – iStock/FrancescoCorticchia

O número de passos importa mais do que a velocidade

Durante o estudo, os participantes usaram sensores de movimento no pulso por sete dias consecutivos. Esses dispositivos registraram o volume total de atividade física diária, permitindo aos pesquisadores analisar com precisão a relação entre movimento e risco de câncer.

Os dados mostraram que quem caminhava pelo menos 7 mil passos por dia apresentava um risco 11% menor de desenvolver câncer em comparação com pessoas que davam 5 mil passos ou menos.

Entre aqueles que alcançavam 9 mil passos diários, a redução no risco subia para 16%.

Um dado chamou atenção: a intensidade da caminhada não teve impacto relevante. Ou seja, caminhar rápido não trouxe vantagens significativas em relação a um ritmo moderado. O benefício esteve ligado principalmente ao total de passos acumulados ao longo do dia.

Os tipos de câncer com redução de risco

A associação entre caminhada e proteção foi observada em diversos tipos de câncer.

Entre os que apresentaram redução mais expressiva estão:

  • câncer de estômago
  • câncer de bexiga
  • câncer de fígado
  • câncer de endométrio
  • câncer de pulmão
  • câncer de cabeça e pescoço

Além deles, os pesquisadores também observaram efeito protetor em casos de câncer de esôfago, rim, mama, intestino, reto, leucemia mieloide e mieloma.

Embora o estudo não estabeleça uma relação direta de causa e efeito, os achados reforçam evidências de que o movimento regular desempenha papel importante na prevenção de doenças graves.

Mesmo atividade leve já faz diferença
Outro ponto importante revelado pela pesquisa foi o impacto da substituição do sedentarismo por atividades leves.

Trocar uma hora diária sentado por uma atividade leve reduziu o risco de câncer em 6%.

Quando essa substituição foi feita por exercícios moderados ou intensos, a redução chegou a 13%.

No entanto, trocar atividades leves por treinos mais intensos não trouxe benefícios adicionais significativos. Isso sugere que manter-se em movimento com regularidade é mais importante do que buscar alta intensidade.

Um hábito simples com muitos benefícios

Além da possível proteção contra o câncer, caminhar regularmente já é conhecido por trazer inúmeros benefícios à saúde.

A prática melhora a circulação sanguínea, fortalece o sistema cardiovascular, auxilia no controle do peso, reduz o estresse e contribui para a saúde mental.

A recomendação geral é caminhar de 30 a 60 minutos, entre três e cinco vezes por semana. Mas o novo estudo mostra que incorporar mais movimento ao longo do dia, como subir escadas, fazer trajetos a pé ou interromper longos períodos sentado, também pode fazer diferença.

No fim das contas, a mensagem da ciência é clara: cada passo conta.





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