Cairn: escalada mais alta que a do Everest é tema de game – 04/02/2026 – É Logo Ali
Quem nunca se imaginou escalando altas montanhas, mas nem imagina por onde começar ou, até, tem claro que aquela não seria sua praia na vida real? Pois, como diz o reclame daquela varejista online, seus problemas acabaram: acaba de ser lançado um videogame que vai permitir ao espectador levar a personagem principal ao cume de uma montanha impossível, sem sair do conforto de sua poltrona. Trata-se do “Cairn”, lançado mundialmente no último dia 29 de janeiro, depois de cinco anos de desenvolvimento.
O jogo, desenvolvido pela empresa francesa The Game Bakers, leva a escaladora Aava, definida pelo diretor de arte, quadrinhista e roteirista Mathieu Blabet como alguém “com mente de aço, exigente e perfeccionista” à conquista de rotas cada vez mais difíceis na montanha fictícia de Kami, “cujo cume ninguém nunca alcançou” e que, segundo estimativas da comunidade gamer, chegaria a impossíveis 9.000 metros de altitude —mais do que o mais alto cume do mundo, o Everest, que fica em “apenas” 8.849 metros. Qualquer semelhança com a vida real dos altamente competitivos montanhistas da vida real, sempre atrás de um cume a mais, um desafio maior, não é coincidencia.
Segundo Blabet, “Cairn” “é uma história emocional e significativa, pois mesmo sendo uma ascensão solo, Aava encontrará pessoas na montanha e revelará muito de sua história pessoal, pelas trocas com os que deixou para trás e com os que não conseguiram voltar, além do contato com uma civilização troglodita de escaladores e escultores de rocha que viviam isolados nas montanhas”.
“Podíamos ter feito ‘Cairn’ apenas como uma simulação de escalada”, diz o diretor de criação Emeric Thoa, “mas para toda a nossa equipe da The Game Bakers era importante ir além, contar uma história que nos comova”.
“Nós nos associamos a escaladores profissionais de fato”, explicou Thoa à coluna, por email. “Não só para criar a mecânica do jogo, mas para nos ajudar a tornar o jogo inteiro mais realista, pois não somos alpinistas experientes e precisávamos do conhecimento técnico”.
A dupla, que passou três anos pesquisando o universo do montanhismo, trabalhou com Loan Giroud, um guia de montanha de Chamonix, rota obrigatória para quem pretende escalar o Mont Blanc, nos Alpes, e também com Elisabeth Revol, que tem no currículo várias montanhas de 8.000 metros de altitude. “Queríamos entender como é chegar nessas alturas e por que eles fazem isso”, diz Thoa.
A ideia de desenvolver “Cairn” nasceu, segundo Thoa, da linha que eles perseguem em suas produções, de valorizar “o viver livre e a busca pela liberdade absoluta”. A inspiração havia começado a brotar 15 anos antes, quando ele leu o mangá de Jiro Taniguchi, “O Cume dos Deuses”. “A partir daí fiquei fascinado por histórias de alpinismo, há algo incrível em todos os sacrifícios que essas pessoas fazem para escalar uma rocha”. Foi aí que tudo começou.
Testado na versão demo por especialistas e jogadores, os criadores acreditam que o jogo, que pode durar até 15 horas para completar todas as etapas da ascensão, pode ser um sucesso, embalado em prêmios que já ganharam, como o de Melhor Jogo no Festival de Jogos Indepententes de Tribeca e Melhor Design Sistêmico no IndieCade, entre outros mundo dos games afora.
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