Boletim InfoGripe aponta alta no número de casos de SRAG no país


Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) apresentaram sinal de crescimento devido ao aumento de hospitalizações por influenza A no país. A informação é da nova edição do Boletim InfoGripe, que considera o período de 22 a 28 de março.

Quatorze das 27 capitais do Brasil estão com nível de incidência de síndrome respiratória aguda grave em alerta, risco ou alto risco. Os estados do Pará, do Ceará e de Pernambuco apresentaram sinais de queda nos casos de influenza A.

A pesquisadora do Boletim InfoGripe Tatiana Portella dá mais detalhes sobre os casos registrados pelo país:

“O que a gente continua observando é o aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave no país, atingindo níveis de incidência de moderado a muito alto em praticamente todos os estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste do país. Apenas os estados do Sul, São Paulo e Pernambuco ainda estão com incidência de SRAG em níveis baixos, mas os casos de SRAG também têm aumentado nessas regiões nas últimas semanas.”

A pesquisadora reforça algumas orientações para prevenir a doença:

“A gente também recomenda que a população que mora nesses estados com alta de casos de SRAG, especialmente as pessoas dos grupos de risco, que usem máscaras em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas, manter sempre a higiene das mãos e também, em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é ficar em casa em isolamento, mas, se não for possível fazer esse isolamento, a orientação é sair de casa usando uma boa máscara.”

Campanha de vacinação

O Ministério da Saúde está com a campanha de vacinação contra a influenza vigente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A ação do governo segue até o dia 30 de maio. A mobilização deve chegar ao Norte do país no segundo semestre.

É importante que os grupos prioritários – crianças, idosos, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação – se vacinem, para evitar complicações mais graves relacionadas às doenças respiratórias.

*Com supervisão de Sheily Noleto




Fonte GDF