Ancelotti prepara mudanças após estreia ruim do Brasil – 14/06/2026 – Esporte


Carlo Ancelotti reconheceu ao fim do empate por 1 a 1 com Marrocos, no sábado (13), pela primeira rodada da Copa do Mundo, a possibilidade de mudanças na escalação do Brasil. Dadas as dificuldades apresentadas em East Rutherford e a melhora com as substituições realizadas na etapa final, parece mesmo inevitável que haja alterações na formação inicial na sequência do torneio.

“Eu tenho que aproveitar o elenco, não fixar uma escalação. Os jogadores que entraram fizeram uma boa partida”, afirmou o treinador. Ele apontou “problemas sobretudo na primeira parte”, citando especificamente as bolas perdidas em áreas perigosas e disse que o time “pode mudar dependendo da característica do rival”.

O próximo adversário será o Haiti, 84º colocado no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), derrotado por 1 a 0 pela Escócia na primeira rodada. Existe a expectativa de que a equipe brasileira tenha na sexta-feira (19), na Filadélfia, ao menos duas mexidas em relação à utilizada no primeiro tempo da estreia.

Uma mudança quase certa é na lateral direita. Diante de Marrocos, a posição foi ocupada pelo zagueiro Ibañez. Com a bola, como se esperava, ele teve participação limitada. Mas o defensor foi mal também naquela que é sua especialidade, a marcação, com ampla desvantagem nos duelos com o ponta El Khannouss.

Pendurado com um cartão amarelo, o camisa 24 foi sacado no intervalo. Deu lugar a Danilo, que atuou como lateral em boa parte da carreira, porém hoje é zagueiro (reserva) em seu clube, o Flamengo. Na prática, desde o corte de Wesley por lesãotrocado na lista pelo volante Éderson–, o Brasil só tem um lateral direito de origem, que já nem é mais lateral, em um elenco de 26 jogadores.

No ataque, há bem mais opções. Sendo assim, é provável que Ancelotti não insista em Igor Thiago após seu desempenho no sábado. O treinador justificou a escalação dizendo que o centroavante “tem força na frente, é agressivo, pode lutar na bola área”. Pois ele falhou justamente pelo alto, na entrada da pequena área, livre, em um cabeceio no qual mal acertou a bola.

Com evidentes limitações técnicas, o atleta do Brentford foi trocado pelo hábil Luiz Henrique, e a melhora foi instantânea. Posicionado pela direita, o jogador do Zenit deu nova dinâmica ao ataque e participou de lances perigosos –em um deles, Raphinha não conseguiu o desvio fatal na pequena área; em outro, sozinho na grande área, Danilo Santos chutou sem força.

Também ganharam pontos com o chefe o volante Fabinho e o meia-atacante Matheus Cunha. Ainda que nenhum dos dois tenha feito uma partida brilhante, ambos se mostraram bem mais eficientes do que aqueles a quem substituíram: Casemiro e Lucas Paquetá erraram muito, com e sem a bola, no MetLife Stadium.

No caso de Casemiro, ficou clara a dificuldade em acompanhar o ritmo do ágil meio-campo marroquino, que trocou passes com eficiência. Mas o volante de 34 anos é um homem de confiança do treinador, seu velho conhecido dos tempos de Real Madrid, e, ao menos neste momento, deverá ser mantido. Gabriel Magalhães e Raphinha, que também foram mal, não correm risco.

“Temos que aceitar a crítica. A escalação inicial pensada me parecia a escalação correta. A crítica não é individual aos jogadores que iniciaram, é à equipe como um todo, que não jogou bem a primeira parte”, afirmou Ancelotti, que evitou análises específicas sobre os atletas –exceção feita ao elogiado Vinicius Junior.

“Absolutamente, não”, respondeu o técnico, questionado sobre a possibilidade de o moral do grupo ter sido abalado pela problemática estreia. “Confiança total. Acho que, no futebol, quando tudo não sai perfeitamente, tem que ser feita uma crítica construtiva para melhorar. Vamos melhorar. Estamos no princípio do caminho.”



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