Anarquia criativa e racional no futebol – 24/02/2026 – Tostão


Dos quatro grandes de São Paulo, o Santos é o único desclassificado no Paulistão. O Novorizontino venceu por 2 x 1 e vai enfrentar o Corinthians. Gabigol, como acontece há muitos anos, atuou muito parado, esperando a bola no pé para finalizar. Ele joga muito na frente, entre os zagueiros, e bastante longe de Neymar, muito recuado.

Neymar, desde quando saiu do Barcelona para o PSG, passou a atuar muito atrás, recebendo a bola na própria intermediária, longe do gol. Tenta arrancar, driblar e fica pelo meio do caminho. Falo isso há mil anos. As seguidas contusões dificultam ainda mais sua chegada ao gol. Se Neymar for para a Copa, o que é pouco provável, deveria jogar mais à frente, formando dupla com o centroavante, como faz Memphis ao lado de Yuri Alberto no Corinthians.

Cruzeiro e Corinthians se enfrentam nesta quarta (25) pelo Brasileirão. Yuri Alberto faz muita falta. O Cruzeiro, aos poucos, tem melhorado, jogando com uma linha de quatro meio-campistas, dois pelo centro (Lucas Silva e Lucas Romero) e dois pelos lados (Gerson pela esquerda e Cristian pela direita). Em alguns momentos, o Cruzeiro vai precisar de um ou dois pontas rápidos e dribladores que também voltem para marcar.

As declarações anteriores de Crespo de que o São Paulo iria lutar pelos 45 pontos no Brasileirão para não ser rebaixado foram o gatilho que fez o time jogar bem e vencer tantas partidas seguidas. Dias atrás, alguém disse que o meio-campo do São Paulo, formado por Bobadilha, Marcos Antônio e Danielzinho, sem posições fixas, é uma anarquia que tem dado certo. Diria que é uma anarquia criativa e racional. Às vezes, falta a times bastante organizados e disciplinados uma pitada de anarquia e inventividade.

Faltaria um pouco de anarquia neste início de temporada ao Flamengo, que tem sido muito previsível? Na quinta-feira (26), no Maracanã, o time precisa reverter a desvantagem de um gol contra o Lanús, na decisão da Recopa Sul-americana.

O Vasco, fora da semifinal do Cariocão, demitiu Fernando Diniz. Ele, que foi no Brasil o primeiro treinador a fazer a saída de bola com troca de passes desde o goleiro, tem tido ótimos e maus momentos na carreira, como é habitual entre os treinadores. A diferença é que Fernando Diniz, por ser um pouco diferente nas suas ações e conceitos, é exageradamente elogiado nas vitórias e excessivamente criticado nas derrotas. Se o Vasco contratasse Ancelotti ou Guardiola, os resultados também não seriam bons, pois o elenco é fraco.

Na partida entre Bragantino e São Paulo, o zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, teve uma atitude machista contra a árbitra Daiane Muniz. O jogador foi merecidamente expulso e depois do jogo pediu desculpas, após ser criticado pela mulher e pela mãe. O clube também puniu o atleta. Antes de ser expulso, durante toda a partida, havia uma grande pressão dos jogadores contra a árbitra, que atuou muito bem segundo todas as opiniões.

As críticas, vaias e aplausos são bem-vindas e fazem parte do espetáculo desde que o futebol existe. O absurdo e o inaceitável são as ofensas aos profissionais, o racismo, a homofobia, as agressões, as invasões de dependências dos clubes, a torcida única nos estádios, a violência e os tumultos que ocorrem durante as partidas.


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