À espera do esperado na convocação da seleção brasileira – 17/05/2026 – O Mundo É uma Bola


“Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al Nassr), Ederson (Fenerbahce).”

“Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Bremer (Juventus), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG), Wesley (Roma).”

“Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al Ittihad).”

“Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Rayan (Bournemouth), Raphinha (Barcelona), Vinicius Junior (Real Madrid).”

Se nesta segunda-feira, no fim da tarde, no Museu do Amanhã, no Rio, Carlo Ancelotti falar exatamente esses nomes, que estão em ordem alfabética em cada setor/posição, para compor a lista dos 26 jogadores do Brasil que irão à Copa do Mundo, eu terei “gabaritado”.

Possível? Sim. Sigo a lógica que inclui a presença em pelo menos uma das cinco convocações que o prestigiado treinador italiano, que renovou contrato com a CBF até 2030, fez desde que assumiu a seleção brasileira, em maio do ano passado, e a participação/nível de atuação nas partidas, pelas Eliminatórias da Copa e/ou amistosos.

Provável? Não sou pretensioso a esse ponto. A relação é dos esperados, mas há de se considerar, mesmo que sem convicção, o inesperado, e o inesperado não é o que muita gente espera: que, logo depois de falar “Matheus Cunha (Manchester United)”, Carletto diga “Neymar (Santos)”.

Caso isso ocorra, haverá vibração Brasil afora, pois o craque de 34 anos possui milhares e milhares de fãs desejosos de que ele possa estar em sua quarta Copa, e satisfação no ambiente interno da seleção, já que Neymar é benquisto entre seus pares.

Haverá chiadeira também, pois milhares e milhares o consideram ainda o “Menino Ney”: birrento, mimado, descabeçado, midiático, egocêntrico, entre outros adjetivos não enaltecedores. E no lado prático, de bola mesmo, avaliam que o camisa 10 não tem mais futebol para vestir a “amarelinha”.

Ancelotti chamar Neymar são será uma megasurpresa. O “mister” disse em entrevista recente que o atacante tem evoluído em suas apresentações pelo Santos e que, se ele decidir incluí-lo, não estará jogando “uma bomba no vestiário”, posto que é “muito querido” pelos companheiros.

Dos jogadores, ficará chateado somente aquele que ficar fora por causa da opção por Neymar. Acredito que o ex-vascaíno Rayan, 19, fisicamente com léguas de vantagem sobre o capitão santista mas com mínima experiência na seleção (uma única partida, 14 minutos em campo, em um amistoso neste ano), seria o excluído.

Desse modo, o inesperado é a convocação de Gerson, 28, que tem jogado muito bem recentemente pelo Cruzeiro e é um volante mais ofensivo que Andrey Santos, 22, que nem titular do Chelsea é. Seria surpreendente porque o cruzeirense só foi chamado uma vez por Ancelotti, na convocação inicial, há quase um ano.

Ou aparecer alguém que, como Neymar, só que sem a aura de Neymar, jamais teve chance com Carletto mas que hoje vive fase áurea: Pedro, 28, atacante do Flamengo.

Ou Thiago Silva, apelidado Monstro, outro nunca chamado por Ancelotti, na ativa aos 41 anos, no Porto, que capitaneou o Brasil nas Copas de 2014, 2018 e 2022.

Prefiro Pedro a Igor Thiago. Prefiro Gerson a Andrey ou Fabinho. Prefiro Thiago Silva (ou Diego Carlos, que fez belo campeonato pelo modesto Como, sexto colocado no Italiano) a Ibañez.

Carletto, pelo visto, tem outras preferências. Que vão de encontro ao inesperado. O esperado prevalecerá.


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